Durante sessĂŁo ordinĂĄria da CĂąmara Municipal de Guarabira nesta quinta-feira (13), o vereador Renato Meireles criticou o que classificou como falta de contraditĂłrio na cobertura polĂ­tica local e questionou o silĂȘncio da RĂĄdio Constelação FM, emissora ligada Ă  famĂ­lia Toscano, sobre uma decisĂŁo judicial que manteve a indisponibilidade de imĂłveis de pessoas investigadas em uma ação de improbidade administrativa.

A manifestação ocorreu apĂłs a 5ÂȘ Vara Mista de Guarabira, do Tribunal de Justiça da ParaĂ­ba (TJPB), determinar a manutenção da indisponibilidade de imĂłveis pertencentes a parte dos envolvidos em uma ação movida pelo MinistĂ©rio PĂșblico da ParaĂ­ba (MPPB). Entre os rĂ©us estĂĄ Douglas NĂłbrega Gomes, atual chefe de Gabinete da prefeita LĂ©a Toscano.

Segundo o processo, a ação apura supostas irregularidades em procedimentos licitatĂłrios realizados pela Prefeitura de Guarabira, com destaque para o PregĂŁo Presencial nÂș 107/2018. O MinistĂ©rio PĂșblico aponta possĂ­veis fraudes sistemĂĄticas e sobrepreço de 66% em itens contratados, com suposto prejuĂ­zo de R$ 55.227,62 aos cofres pĂșblicos.

Na tribuna, Renato Meireles exibiu documentos referentes ao processo e questionou a ausĂȘncia de divulgação do caso por setores da imprensa que, segundo ele, costumam fazer crĂ­ticas e denĂșncias envolvendo adversĂĄrios polĂ­ticos da gestĂŁo.

“CadĂȘ vocĂȘs? CadĂȘ vocĂȘs, paladinos da moralidade? CadĂȘ vocĂȘ, deputada Camila?”, questionou o vereador, ao citar o envolvimento de Douglas NĂłbrega na ação judicial.

Meireles tambĂ©m ressaltou que a existĂȘncia de uma decisĂŁo cautelar nĂŁo significa condenação definitiva dos envolvidos. “SerĂĄ que Douglas NĂłbrega errou? SerĂĄ que Douglas NĂłbrega Ă© ladrĂŁo? NĂŁo. Ele vai ter direito ao devido processo legal, de se defender, de pĂŽr o seu lado, o que realmente aconteceu”, afirmou.

O vereador direcionou crĂ­ticas Ă  RĂĄdio Constelação FM e acusou a emissora de adotar tratamento desigual na cobertura de questĂ”es polĂ­ticas e judiciais. “Guarabira nĂŁo pode ficar refĂ©m de um sistema que usa uma RĂĄdio Chapa Branca, que Ă© custeada com dinheiro pĂșblico, que Ă© custeada com dinheiro da prefeitura, pra sair condenando todo mundo, porque Ă© adversĂĄrio polĂ­tico da deputada Camila, porque Ă© adversĂĄrio polĂ­tico da prefeita LĂ©a Toscano”, declarou.

Ao questionar a ausĂȘncia de notĂ­cias sobre o processo envolvendo o chefe de Gabinete, Meireles afirmou: “E por que vocĂȘs nĂŁo deram, nĂŁo noticiaram o bloqueio de bens do chefe de gabinete da Prefeitura de Guarabira? Por quĂȘ? Mas querem condenar, querem apontar quem Ă© adversĂĄrio.”