O vereador Renato Meireles (PSB) denunciou, nesta segunda-feira (2), que crianças atípicas da rede municipal de Guarabira não vão iniciar o ano letivo junto com os demais estudantes. Segundo o parlamentar, as aulas começam nesta terça-feira (3) no município, mas os alunos que necessitam de acompanhamento especializado seguem sem previsão de retorno.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Renato Meireles aparece ao lado de uma mãe atípica, afirmando que a Secretaria de Educação teria informado que as crianças atípicas precisam aguardar um “comando” para voltarem às atividades escolares. “Estamos aqui com uma mãe atípica, onde vem nos reivindicar que amanhã, dia 3 de março, irá começar as aulas do município. Infelizmente, a resposta da Secretaria de Educação é que as crianças atípicas têm que esperar o comando para voltar às aulas”, afirmou.
Durante o relato, uma mãe atípica questionou a condução da situação e criticou o que classificou como falta de inclusão. “Questionei a diretora, ela não me respondeu e questionei a adjunta, foi quando ela me disse que a gente aguardasse em casa, que as professoras iriam comunicar quando chegasse. Então, a criança atípica vai perder o primeiro dia de aula. Que inclusão é essa que a Prefeitura de Guarabira tanto prega?”, declarou.
A mãe também mencionou ações simbólicas realizadas durante o Abril Azul, mês de conscientização sobre o autismo. “Quando for o Abril Azul, se monta lá sessão na Câmara. Só que a gente está pedindo o mínimo, que é as crianças começarem igual para ter essa inclusão”, completou.
Renato Meireles classificou a situação como uma denúncia grave e cobrou providências imediatas da gestão municipal. Segundo ele, além da falta de definição para o retorno das crianças atípicas, há atraso no pagamento dos cuidadores, que estariam sem receber os salários referentes aos meses de dezembro, janeiro e fevereiro.
“Existe aquela celeuma do salário dos cuidadores. Falta planejamento, falta organização para a volta às aulas e quem está sendo prejudicado são as crianças atípicas aqui do município de Guarabira”, afirmou.
O vereador também destacou que o início do ano letivo ocorre sem fardamento e sem material escolar para os alunos da rede municipal. “As aulas estão começando em março. Ainda sequer tem fardamento para as crianças, material escolar e agora essa dificuldade com os cuidadores. Consequentemente, lamento muito, as crianças atípicas ficam prejudicadas diante desse tratamento por parte da gestão”, declarou.
Ao final, o parlamentar fez um apelo à prefeita Léa Toscano, à deputada Camila Toscano e ao secretário de Educação do município para que a situação seja resolvida com urgência. “Vamos resolver essa celeuma. Vamos abraçar essa causa e vamos até o fim”, concluiu.
