O vereador Renato Meireles voltou a criticar a nova cobrança imposta pela Prefeitura de Guarabira aos comerciantes e classificou a taxa como “abusiva, ilegal e imoral”. Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar afirmou que o comércio local já é excessivamente onerado por diversos tributos municipais, que não retornam em beneficios e não podem suportar mais um encargo financeiro.

Segundo Renato, os comerciantes já arcam com o pagamento de ISS, IPTU, taxa de iluminação pública, taxa de lixo e ainda enfrentam multas aplicadas pela Semob, especialmente no centro da cidade. “E ainda querem impor mais uma taxa ao nosso comércio?”, questionou. O vereador revelou que tem sido procurado por diversos empresários preocupados com os boletos que começaram a chegar aos estabelecimentos.

O parlamentar acusou a gestão municipal de agir de forma estratégica para impor a taxa, enviando os boletos durante a Festa da Luz e às vésperas do Carnaval, com o objetivo de “vencer no cansaço, no silêncio e na intimidação”.

Renato Meireles também destacou o receio dos comerciantes em se posicionarem publicamente sobre o tema, por medo de possíveis retaliações e perseguições. Para o vereador, essa situação é inadmissível.

O vereador informou ainda que já protocolou um requerimento solicitando a realização de uma audiência pública para discutir o tema, além de ter encaminhado um ofício à prefeita pedindo a suspensão imediata da cobrança. Caso não haja avanço, Renato afirmou que o debate poderá ser levado à Justiça.

No vídeo, Renato também fez uma reflexão sobre a importância do posicionamento diante de situações que impactam diretamente a população. “O que mais me incomoda nesse debate não é a má-fé dos ruins, mas o silêncio dos bons”, declarou.

Por fim, o parlamentar reforçou a importância da mobilização coletiva em defesa do comércio local, ressaltando o papel econômico de Guarabira na região. “Graças aos nossos comerciantes, Guarabira é a locomotiva do Brejo. Precisamos dizer não a essas taxas abusivas, ilegais e imorais”, concluiu.

ENTENDA O CASO

Desde a última semana de janeiro, a Prefeitura de Guarabira vem encaminhando boletos referentes à taxa de publicidade, cobrando valores relacionados a outdoors, placas de identificação de estabelecimentos, divulgação por meio de carros de som e até o uso de equipamentos sonoros nos próprios comércios, tanto em áreas internas quanto externas. A medida representa um aumento na carga tributária municipal e tem gerado preocupação entre comerciantes, que destacam as dificuldades enfrentadas no dia a dia e cobram mais apoio e incentivo do poder público.