Nikolas Ferreira voltou a espalhar nas redes sociais a ideia de que a Receita Federal estaria monitorando transações via Pix para punir trabalhadores informais, com base na Instrução Normativa nº 2.278/2025. A Receita, o Banco Central e o Ministério da Fazenda classificaram as alegações como falsas. A norma apenas estende obrigações de comunicação fiscal às fintechs, seguindo regras já aplicadas há anos aos bancos tradicionais, sem criar vigilância individualizada ou taxação do Pix.

Ferreira afirma que movimentações acima de R$ 5 mil mensais colocariam autônomos na malha fina, mas omite que a Constituição proíbe impostos sobre movimentações financeiras e que a comunicação de dados ocorre de forma agregada, voltada ao combate à lavagem de dinheiro. Segundo a Receita, a medida busca fechar brechas exploradas por criminosos que usam fintechs para ocultar recursos ilícitos.

Especialistas alertam que o discurso alarmista gera pânico, desestimula o uso do Pix e pode favorecer o crime organizado. Mesmo com desmentidos oficiais, os vídeos viralizaram milhões de vezes, impulsionados pelo efeito manada nas redes sociais. Há pedidos de investigação no STF por desinformação.