O vereador Renato Meireles (PSB) fez críticas à organização da edição 2026 da Festa da Luz, tradicional evento de Guarabira realizado anualmente no fim de janeiro e início de fevereiro. Em pronunciamento divulgado nas redes sociais nesta quarta-feira (21), o parlamentar afirmou que a festa, apesar de ser o maior evento cultural do município, estaria sendo custeada de forma injusta pelos pequenos trabalhadores e desvalorizando a cultura local.
Segundo Renato, artistas da terra estão sendo desvalorizados, com espaço reduzido na programação. Ele citou que músicos locais teriam direito a tocar apenas duas músicas no chamado “palco brega”, recebendo cachê de R$ 600. “É uma desvalorização à cultura aqui do nosso município”, declarou.
O vereador também denunciou cobranças que classificou como ilegais e imorais a diferentes categorias de trabalhadores. Entre os casos apontados estão mototaxistas, que estariam sendo obrigados a realizar vistorias e se adequar a uma nova legislação para obter credenciamento, mesmo tendo prazo legal de até três anos para essa adaptação. “É inaceitável”, afirmou.
Outro ponto criticado foi o aumento nos valores cobrados aos barraqueiros. De acordo com Renato Meireles, em 2025 os comerciantes pagaram R$ 700 para trabalhar em cinco noites de brega, enquanto neste ano teriam que pagar R$ 1.200 para atuar em apenas duas noites. Ele também lamentou a redução do espaço do tradicional “brega”, antigo Pilõezinhos, considerado um ponto de encontro histórico dos guarabirenses, especialmente do público acima dos 50 anos.
O parlamentar afirmou ainda ter recebido informações de que até os catadores de latinhas seriam obrigados a pagar uma porcentagem à Prefeitura para trabalhar durante o evento. “Um absurdo”, classificou.
Renato Meireles também criticou a reprovação de um projeto de lei de sua autoria que previa maior transparência nos gastos da Festa da Luz. A proposta determinava a divulgação dos valores arrecadados com patrocínios, despesas e pagamentos realizados. Segundo ele, trabalhadores como barraqueiros, mototaxistas e catadores evitam se manifestar por medo de retaliações.
“O que nós queremos tão somente é transparência. Saber o quanto entra de patrocínio, o quanto sai e a quem se paga”, concluiu o vereador, defendendo que a grandiosidade da Festa da Luz não pode ocorrer às custas dos pequenos trabalhadores e da cultura local.
